terça-feira, 19 de janeiro de 2010

my head in the clouds

Eu estou apaixonada. Estou perdidamente apaixonada. Hoje, não foi nenhum gato sarado bonitão que me encantou, não. Foram elas, tão belas, passeando pelo céu com seu design perfeito, formando ondas, desenhos, mergulhando numa imensidão de tons de azul e branco.
Ah, as nuvens! Que há muito tempo mudaram sua imagem diante de mim, mas continuam a me cativar da mesma forma e senão mais, do que quando eu achava que elas eram de algodão doce. As nuvens das seis, sete horas da manhã, quando o sol ainda não apareceu, misturadas com uma música de fundo, enquanto se faz uma caminhada calma e agradável em meio às árvores e aos sons do ambiente. É mais do que terapia, é meditação profunda que liberta a alma. Eu estou apaixonada, boba e apaixonada, morrendo de amores pela natureza. :)

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Pra que pagar por obras de arte? Olhe pro céu e aprecie sem moderação!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Felizes para sempre

Ser feliz pra sempre é o final que todos queremos ter, porém uma hora descobrimos que que a felicidade em si muda de significado várias vezes durante o percurso de uma vida. Ninguém sabe direito o que é felicidade, mas, definitivamente, não é acomodação. Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático. Muito seguro, mas que aborrecimento! É preciso um pouquinho de turbulência pra gente acordar e sentir alguma coisa, nem que seja medo.
Tem tanta gente que se distrai e é feliz pra sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias, felicíssimo por instantes, e em outros instantes achar que ficou maluco, então ser feliz de novo em fevereiro e março, e em abril questionar tudo o que se fez, aí em agosto ser feliz porque a ousadia deu certo, e infeliz porque durou pouco, e assim sentir-se realmente vivo pois cada dia passa a ser um único dia, e não apenas mais um dia.
Eu adoro montanha-russa, o brinquedo, e ainda mais montanha-russa, a vida. Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode ser monótono. Mesmo fazendo escolhas aparentemente definitivas e difíceis, ainda assim podemos excursionar por dentro de nós mesmos e descobrir lugares desabitados em que nunca colocamos os pés, nem mesmo em imaginação. E estando lá, rever nossas escolhas e recalcular a duração do nosso 'pra sempre' ou ver talvez que a hora dele está guardada pra mais tarde. Porque, muitas vezes, o pra sempre não dura tanto quanto duram nossa teimosia e receio de mudar. (M. Medeiros modificado)
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'Porque eu quero me perder, pra me encontrar
Viver e ver acontecer, me transformar
Se eu desaparecer, pode apostar
Que nada vai me convencer, me sufocar'

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Oi, quer tc? - Sobre os chats



Sabe-se que hoje muitas pessoas buscam pela facilidade da rede virtual para iniciar relacionamentos e encontrar o 'grande amor' de suas vidas. E também, mesmo que como raridades, algumas pessoas sinceramente procuram apenas conhecer pessoas novas e diferentes, com a intenção de bater um papo agradável nas horas vagas. Os sites que proporcionam esses tipos de encontros são incontáveis, desde salas de bate papo até grandes redes de relacionamentos.
Mas para que esta bela introdução?
Pois bem, aqui vos fala alguém que, por mera falta do que fazer, resolveu frequentar os famosos chats do Terra (R), para observar a mente humana virtualmente. (SOCORRO)
Pois é, vê-se de tudo um pouco em salas de chat. Algumas pessoas, digamos 5% (para não ser pessimista), procuram uma amizade e eventualmente algo mais. O resto compõe-se de pessoas necessitadas física e emocionalmente - eufemismo para tarados ou carentes - e pessoas procurando encontros desesperados com gente que nem sabem quem são.
Chega a ser até engraçada a variedade de nicknames critativos que dizem respeito à homens solitários, mulheres carentes e outros gêneros menos inocentes - e eu prefiro nem citar os outros nicks muito mais expressivos, cof cof.

As pessoas já não fazem as coisas como quando a internet não era tão popular. Sair à noite com a esperança de encontrar alguém e quem sabe conhecer melhor já não é tão comum, já que agora basta apenas entrar em uma sala de bate papo, conversar por alguns dez minutos, trocar telefones e marcar um encontro. Muito mais prático, indeed, mas tem que ser muito burro! Existe uma capacidade incrivel nas pessoas em iludir-se de tal modo a pensarem que com certeza aquela pessoa do outro lado será tão maravilhosa e real como fala. Na internet cada um escolhe o que quer ser, e como quer ser. Arrisque-se em encontrar alguém que falou por um chat, aquele moreno alto, de olhos verdes, saradão, e possivelmente terás a sua frente *inclua aqui alguma descrição não muito agradável*.

Enfim, um pequeno relato de uma experiência engraçada. O comportamento virtual é algo peculiar quando observado. Quer ver? www.terra.com.br/chat Só não entre com nicknames no estilo gato/gata, gatinho/gatinha, porque aí é pedir pra ser assediado :)

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p.s: claro que existem exceções...
p.s2: as salas se sexo não estão incluídas neste estudo, pois lá o comportamento é óbvio.
p.s3: HAHAHAHA!

P.S4: Estar de férias = Ter tempo e cabeça livre para escrever


Boa semana!


domingo, 20 de dezembro de 2009

/ from my roof



' I found myself today

Oh, I found myself and ran away.

domingo, 29 de novembro de 2009

Das redações que eu tanto reclamo I

O Respeito ao Idoso

Diz-se que respeitar os idosos é aceitar o próprio futuro, porém, hoje em dia, o que menos se vê são jovens compreendendo e respeitando os mais velhos. Quiçá porque não percebem o quão importante é a experiência que estes carregam, ou porque não tiveram exemplos bons quando eram menores, assim não sabendo que os mais velhos merecem todo o respeito que podem dar.
Ser idoso é carregar experiência e história, e com isso ter sempre algo a ensinar. Crianças e jovens que convivem com idosos aprendem muito sobre a vida, e absorvem um conhecimento que não se obtém com livro algum: o conhecimento passado por quem o acumulou para si por tantos anos de vida. Os idosos têm o direito de serem valorizados por isso. Eles têm o direito de serem vistos pela sociedade como a parte importante que a compõe, a parte que já passou por tudo que os jovens passam agora. Merecem, acima de tudo, respeito.
Mas nem tudo que os incluídos na terceira idade, ou ‘’melhor idade’’, merecem, eles têm. Muitas pessoas os tratam como se já fossem mortos, como se já não valessem nada apenas por terem ficado debilitados em decorrência de sua idade avançada e, por isso, os idosos enfrentam problemas diversos, como falta de ajuda para atravessar a rua, falta de lugares para sentar em ônibus ou salas de espera em hospitais ou apenas falta de compreensão do restante das faixas etárias. Todos esses problemas e muitos outros não citados só podem ser resolvidos com conscientização.
Os jovens de hoje devem aprender que os idosos são tão importantes quanto eles, e que têm muito a ensinar. Além disso, as crianças devem ter bons exemplos a seguir, tanto em casa quanto nas escolas. A convivência entre jovens e idosos é algo ótimo, pois os benefícios são mútuos: conhecimento para os mais jovens, esperança e renovação para os mais velhos.

Boa semana!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

beautiful mess, yes

You’ve got the best of both worlds
well, I guess it just suggests
that this is just what my happiness is
'cause here we are, here we are
There’s no shame in being crazy,
depending on how you take these words
that paraphrasing this relationship we’re standing
........................And don't mind my nerve, you can call it fiction
........................'cause I like being submerged in your contradictions
And through timeless words in priceless pictures
we’ll fly like birds that are not of this earth
‘cause here we are, here we are...
And what a beautiful mess this is
it’s like taking a guess when the only answer
is yes, is yes for "I still believe"
'cause here we are, here we are...
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(beautiful mess-jason mraz *adaptada*)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Virgulose e afins

Hoje minha professora de português resolveu falar que tem gente que sofre de uma tal doença chamada Virgulose. Ela está no grupo daquelas doenças tristemente nocivas à língua portuguesa, como a acentofobíase ou o gerundismo. Como o nome já diz, consiste em certo excesso de vírgulas nos textos, o que deixa as frases, digamos assim, um pouco, pausadas, demais. De qualquer forma, é um vício até que cômico. Quem vos escreve aqui pode afirmar por experiência própria que não é por mal que este excesso de pausas aparece nos textos. É apenas uma forma mais profunda de expressão, onde o texto pausa juntamente com as pausas dos pensamentos. Sim, pensamentos pausados, claros, organizados!
Português errado à parte, creio que a virgulose e todos esses ''vícios'' que fogem das regras da nossa tão amada língua portuguesa nem sempre são um tique nervoso. Muitas vezes são a personalidade daquele que escreve, o jeito, a forma de traduzir em palavras. E afinal, se todos escrevessem impecavelmente, qual seria a graça? Qual seria a diferença? Prefiro cometer alguns deslizes propositais, à me integrar àquele monte de pessoas que padroniza tudo, escrevendo perfeitamente. Sinceramente, eu quero detonar a palavra padronização. Quero detoná-la, mesmo que isso me custe alguns pontinhos a menos naquelas redações semanais, limitadas, pa-dro-ni-za-das.
E por falar em redações, parece até irônico que alguém que escreva em um blog não morra de amores por escrevê-las. Aquela mesma coisa de sempre:
Dissertação - quatro parágrafos - vinte a trinta linhas - insira outra regra aqui ...

Como se pode ter criatividade sob limites? Como se pode explorar bem um assunto, quando tudo deve limitar-se àquela forma, àquela... coisa... definida, imutável?! "Minha criatividade não se liberta quando eu não tenho liberdade o bastante para explorá-la". Quem sabe seja por isso que eu adoro escrever, mas tiro aquele setenta, setenta e cinco nas redações, e isso quando entrego. Mas quem se importa? Dou mais importância ao conteúdo, do que às regras. E continuarei aqui, com meu virgulismo, pontuarréia (.....) , neologismos, pleonasmos, ambiguidades...

Boa semana! :)