segunda-feira, 23 de novembro de 2009

beautiful mess, yes

You’ve got the best of both worlds
well, I guess it just suggests
that this is just what my happiness is
'cause here we are, here we are
There’s no shame in being crazy,
depending on how you take these words
that paraphrasing this relationship we’re standing
........................And don't mind my nerve, you can call it fiction
........................'cause I like being submerged in your contradictions
And through timeless words in priceless pictures
we’ll fly like birds that are not of this earth
‘cause here we are, here we are...
And what a beautiful mess this is
it’s like taking a guess when the only answer
is yes, is yes for "I still believe"
'cause here we are, here we are...
____________________________________
(beautiful mess-jason mraz *adaptada*)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Virgulose e afins

Hoje minha professora de português resolveu falar que tem gente que sofre de uma tal doença chamada Virgulose. Ela está no grupo daquelas doenças tristemente nocivas à língua portuguesa, como a acentofobíase ou o gerundismo. Como o nome já diz, consiste em certo excesso de vírgulas nos textos, o que deixa as frases, digamos assim, um pouco, pausadas, demais. De qualquer forma, é um vício até que cômico. Quem vos escreve aqui pode afirmar por experiência própria que não é por mal que este excesso de pausas aparece nos textos. É apenas uma forma mais profunda de expressão, onde o texto pausa juntamente com as pausas dos pensamentos. Sim, pensamentos pausados, claros, organizados!
Português errado à parte, creio que a virgulose e todos esses ''vícios'' que fogem das regras da nossa tão amada língua portuguesa nem sempre são um tique nervoso. Muitas vezes são a personalidade daquele que escreve, o jeito, a forma de traduzir em palavras. E afinal, se todos escrevessem impecavelmente, qual seria a graça? Qual seria a diferença? Prefiro cometer alguns deslizes propositais, à me integrar àquele monte de pessoas que padroniza tudo, escrevendo perfeitamente. Sinceramente, eu quero detonar a palavra padronização. Quero detoná-la, mesmo que isso me custe alguns pontinhos a menos naquelas redações semanais, limitadas, pa-dro-ni-za-das.
E por falar em redações, parece até irônico que alguém que escreva em um blog não morra de amores por escrevê-las. Aquela mesma coisa de sempre:
Dissertação - quatro parágrafos - vinte a trinta linhas - insira outra regra aqui ...

Como se pode ter criatividade sob limites? Como se pode explorar bem um assunto, quando tudo deve limitar-se àquela forma, àquela... coisa... definida, imutável?! "Minha criatividade não se liberta quando eu não tenho liberdade o bastante para explorá-la". Quem sabe seja por isso que eu adoro escrever, mas tiro aquele setenta, setenta e cinco nas redações, e isso quando entrego. Mas quem se importa? Dou mais importância ao conteúdo, do que às regras. E continuarei aqui, com meu virgulismo, pontuarréia (.....) , neologismos, pleonasmos, ambiguidades...

Boa semana! :)

domingo, 18 de outubro de 2009

When you're gone.

A verdade é que eu não consigo mais escrever coisas explêndidas aqui, e faz tempo. Também faz tempo que não tenho vontade, que não tenho ânimo, que eu não tenho eu mesma. Tudo isso porque estou afundando em incertezas. E enquanto estou aqui sendo ensurdecida por esta música em volume máximo, talvez para que eu não ouça minha própria angústia, minhas palavras se vão. Minhas palavras fogem a cada respiração como se nada, nada fosse capaz de me libertar. Talvez eu deva continuar presa por algum tempo, talvez eu deva guardar meu medo. Se a culpa for minha, eu mereço. Se for o tempo aquele que erra, não há saída. Porque eu com certeza poderia dizer muito, poderia gritar muito, eu poderia fazer o que nem sei se sou capaz. Mas e quem iria entender?
.
"How much is it real? It was too much to question."
.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

1 ano de blog! :)


“Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma
coisa que fosse tranquila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto
monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter
realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a
palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente
diferentes.
Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo.
Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou
talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às
vezes dizer o que elas não puderam falar.
O que é que se tornou importante para mim?

No entanto, o que quer que seja, é através da escrita que poderá
talvez se manifestar.

Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não
escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida:
quem sabe, também eu já poderia não escrever.

Mas é infinitamente mais ambicioso.
É quase inalcançável”.

- Clarice Lispector

Agradeço aos leitores, e desejo um bom final de semana! :)




segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Our roller coaster life.



A nossa vida é feita de altos e baixos, de curvas perigosas, de estradas longas, curtas ou sem saída. E, por mais que tentemos ficar no topo, no controle, não podemos evitar nossos desvios, não podemos evitar que em certos momentos todo nosso rumo se perca e nosso vagão desça a duzentos km por hora, e vá parar em um nível de -50 de auto-estima, assim tão de repente. Procurar desesperadamente por um psicólogo nesses momentos pode não ser má idéia, mas, para que tentar fugir ou passar rápido, já que estes são momentos que também temos que viver? São neles que percebemos como podemos ser melhores, são neles que as pessoas que conhecemos fazem questão de nos dizer que podemos ser melhores. Embora muitas vezes quem vê a queda de fora não entenda o real motivo e ignore que possa ser alguma fase pela qual precisamos passar, essa expectativa em dizer que podemos ser muito mais, essa ânsia em se preocupar e não deixar de maneira alguma que passemos esses momentos sozinhos, talvez seja isso que nos faça voltar. Talvez seja esse 'esperar demais' que nos faça sentir vontade de levantar, fazer o que não foi feito e fazer melhor aquilo que vínhamos fazendo mais ou menos. Vontade de provarmos para nós mesmos que somos mais felizes dando o melhor de nós.

E, se damos o melhor de nós, e nem tudo sai como esperamos? ''...hey Jude, refrain, don't carry the world upon your shoulders...". Nem tudo dará sempre certo, nem sempre teremos uma segunda chance, mas se foi feito com o nosso melhor, tendo sido ótimo ou nem tão bom assim, valeu a pena, e é isso que mais importa. Provavelmente um dia, seremos recompensados por termos nos esforçado tanto, mesmo tendo recebido tão pouco, seja por fatos corriqueiros ou por uma onda de azar imensa. Mas o que aprendemos, segue conosco.




É bom estar de volta...! :)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Série: Desabafos do cotidiano


A coisa mais estúpida que existe na não-liberdade da vida de um adolescente é ele ser considerado adulto o bastante para algumas coisas, e ser proibido de fazer outras, por vezes muito mais insignificantes. Ser adulto, apenas para as coisas que convêm aos pais. Quer dizer que já sou grande para limpar a casa, comprar minhas coisas, ter meu próprio dinheiro, e não posso ter a minha própria hora de dormir? Muito justo. Só me pergunto qual a finalidade de ter que ir dormir antes das onze horas, uma vez que dormirei se estiver cansada, apenas... Além do mais, creio que me conheço bem, tendo vivido comigo por dezesseis anos! Ok, talvez nem tão bem, mas o bastante para saber dos meus limites, saber o que me faz bem ou mal e saber quantas horas eu preciso dormir para conseguir acordar no dia seguinte.

Além do mais, se eu GOSTO de ir dormir tarde, me sinto FELIZ assim, fazendo as minhas coisas na hora que realmente é a que mais rende do meu dia, e sinto que isso não me prejudica, qual é o problema? No fim, torna-se pura 'encheção de saco', com argumentos fúteis tais como 'você não vai prestar atenção na aula', 'você está cansada' ou qualquer outra coisa do gênero. Até onde eu sei, quem sabe quando estou cansada sou eu mesma. E, sou grande o bastante pra saber quando o sono me atrapalha, quando não consigo me manter em pé. E se não souber? Deixe-me descobrir sozinha! É a vida, senão no fim vou ir dormir tarde igual, e ainda dormir mal pelo estresse de parar tudo para deitar na cama quando minha cabeça ainda não está pronta para tal.

Então chega. Parem de me dizer que está na hora, que está tarde, que eu acordo cedo. EU SEI! Mas posso controlar meu tempo, ou se ainda não posso, aprenderei a fazer isso um dia, mas agora quero poder aproveitar minha noite (adoro a noite, sabia?) até a hora que eu quiser, sentindo-me bem por poder terminá-lo da forma que escolhi, e sofrer as conseqüências no dia seguinte, boas ou não, mas as minhas consequências.

Ou então, eu paro de ser ‘adulta’ de fato. Não terei maturidade para acordar sozinha e saber que devo ir para a escola, paro de ser responsável, de estudar conscientemente sem ter que ser obrigada a isso e de me esforçar tanto sem ninguém me pedir. É uma boa troca, a mentalidade que conquistei para terem razão em me mandarem dormir, às onze? Poupe-me.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Gripe de pânico

O pânico está correndo solto, e se duvidar está mais rápido que o vírus da gripe A. Pessoas com máscaras, festas canceladas e aulas adiadas. É o jeito que estão dando para que o vírus não “se espalhe”, mas para mim o que estão fazendo é deixar as pessoas ainda mais vulneráveis. Vacinas fazem com que pessoas não peguem gripe, e assim não precisando criar anticorpos e resistir a cada gripe anual, fazendo com que seu sistema vá enfraquecendo e tornando-se incapaz de resistir a algo mais forte. O ser humano é o único que não tem predadores, e as doenças não conseguem fazer este papel pois o ser humano cria defesas artificiais para tal. Longe de dizer: que morram os que devem morrer, que horrível! O que quero dizer é que quanto mais for adiado o momento de uma “seleção natural”, mais vulnerável o ser humano ficará para “doenças predadoras” que ainda estão por vir. As doenças não ficam mais fortes, o ser humano é que fica mais fraco a cada epidemia, por tantas medicações e vacinações que impedem que seu organismo reaja de forma natural.
Mas, quem sou eu para falar, não é mesmo? Não sou especializada na área e muito mesmo uma secretária da saúde. Assim, mesmo com minhas dúvidas, concordo que deixando as coisas como estão talvez se faça uma balbúrdia mundial de mortes e casos graves (mesmo que bem menor do que muitas outras causas de morte), porém se algo realmente precisa ser feito para controlar a pandemia, que seja feito direito. Adiem as aulas em todo o país e cancelem todas as festas, mas também fechem as igrejas, os shoppings e tranquem o transporte coletivo, afinal, são meios suscetíveis à doença, não? E os jogos de futebol, a andança de estrangeiros para lá e para cá e comemorações (festivais) que envolvam pessoas de países afetados deslocando-se para nosso país. Sim, tudo isso. Ou para ser mais drástica, está todo mundo em quarentena. Saia de casa só se for realmente necessário e pare de respirar caso sinta que o vírus o persegue.
Ah, tenha a paciência!
Então, vamos ver o que acontece adiante. E já que jornais e televisão estão passando informações cada vez mais sensacionalistas sobre essa gripe que está matando todo mundo (de medo), algumas curiosidades:
- Você pode sim continuar comendo carne de porco;
- A ocorrência de morte pela gripe normal é muito maior que a da gripe suína prevista até agora (mas isso não é divulgado);
- O remédio deve ser tomado até 48 horas depois dos primeiros sintomas, ou seja, é inútil ficar 10 dias em observação, se você tiver mesmo a doença (mas é isso que está acontecendo);
- Cancelar festas e adiar aulas não irá evitar a proliferação do vírus (é fato);

-As notícias dadas pelos jornais e televisão muitas vezes estão absurdamente exageradas;



Então, para quê tanto pânico e transtorno? Só a gripe comum mata, por ano, meio milhão de pessoas no mundo inteiro. E todas as outras que morrem por AIDS, pela malária, por sarampo ou por acidentes de trânsito? Isso aparece nos noticiários? Aparece que só por estas causas morrem por ano cerca de 14.040.000 pessoas? Não. E, se é tão fácil aterrorizar o país para que todos saiam com máscaras de casa, porque não fazer o mesmo com a AIDS, para que todos usem camisinha, ou larguem noticias chocantes sobre o trânsito para que comecem a prestar atenção ao dirigir? Por que não? Criou-se um pânico por causa da gripe aviária, e no fim morreram 250 pessoas, e isso em 10 anos. A gripe de agora pode ser pior, mas mesmo assim não é algo para se desesperar. Essas coisas, uma ora ou outra vão acontecer. Vale mais a pena se preocupar com aquelas catástrofes que podem mesmo ser evitadas, e que dependem apenas de conscientização.

Pense bem.